POR QUE A MÚSICA É DEFINIDA POR ARTE E CIÊNCIA?


É definida como arte porque possui regras e disciplinas e, ao mesmo tempo, permite uma extensa liberdade de expressão. Essas condições só podem ser controladas por pessoas dotadas para isso, ou seja, pessoas altamente sensíveis e comprometidas com a aguda percepção, com acuidade auditiva e com senso matemático. É definida como ciência, pois a música é fundamentada pelo menos na matemática, na física e na química.

Na Matemática

 

O ritmo musical, elemento inerente à música, é fundamentado na matemática, pois transcorre em intervalos de tempo preestabelecidos e imutáveis, sejam regulares ou irregulares (formação de síncopes, tercinas, etc.). Na armadura da clave de uma partitura, já nos deparamos com o anúncio matemático expresso através da fórmula do compasso ou do andamento proposto pelo autor.

  Imagem

No exemplo acima, na armadura de clave vemos um compasso quaternário, onde a unidade de tempo de cada compasso equivale à semínima (dês.sem.) e cada compasso comporta 4 tempos, e a regularidade do tempo se dá como as pulsações dos segundos de um relógio, pois o autor indicou sem. = 60 (dês.sem.).

Utilizando o mesmo exemplo, deduzimos que as notas musicais assumem entre si os seguintes valores:

Semibreve

Maior valor de duração (neste caso: 4)

Mínima

½ da semibreve

Semínima

¼ da semibreve

Colcheia

1/8 da semibreve

Semicolcheia

1/16 da semibreve

Fusa

1/32 da semibreve

Semifusa

1/64 da semibreve

Percebe-se que há uma progressão geométrica da razão 2, partindo da semibreve até à semifusa.

Exemplo: 1:2 = ½;  ½:2 = ¼;  ¼:2 = 1/8; 1/8:2 = 1/16;

Não há como separar a música da matemática.

Na Física

 

Como a música é uma sucessão de sons, a física nos prova, por meio de ensaios de laboratório, que o som, ao ser emitido por uma fonte – instrumento, voz, etc – caminha por meio de elementos sólidos (ferro, madeira, concreto, etc), líquidos (água, óleo, etc) e gasosos (oxigênio, etc) formando, a partir da emissão, uma onda denominada onda longitudinal de pressão. O ar na trajetória de uma onda sonora (de pressão) torna-se alternadamente mais denso ou menos denso (rarefeito).

Essas variações na pressão provocam estímulos em todos os corpos que estejam na trajetória do som, sejam eles animados (vivos) ou não (inertes). Uma experiência fácil de ser notada é obtida em ensaios de bandas ou orquestra, quando um músico, ao tocar uma nota em seu contrabaixo numa certa distância de uma bateria em descanso (sem seu baterista), provocará a vibração dos pratos e/ou da caixa de repique, sem que haja qualquer contato com a baqueta. Isso prova que a onda sonora longitudinal de pressão, ao sair da caixa acústica do contrabaixo, atingiu a bateria e os elementos mais sensíveis a frequências graves (baixo) vibraram.

Podemos provar através da física que um violino emitindo um som cuja frequência é igual à frequência de oscilação das moléculas de uma taça de cristal quebrará a taça! Esse fenômeno em física é chamado de ressonância.

Na Química

 

Quando nosso corpo está exposto aos efeitos de um determinado som, todo ele é estimulado, todo ele vibra, sendo que muitas vezes até ocorrem arrepios, excitações, relaxamentos, alegria, contrição, etc.

Esses sentimentos ocorrem porque quando as ondas de pressão do som atingem o corpo humano, passam a atuar nos diferentes tecidos, nas suas membranas e em seus diversos órgãos, os quais estão totalmente vívidos em meios químicos, tais como: ácidos, hormônios, gorduras, cálcios, enzimas, etc., provocando com isso, conforme a insistência ou ataque, tenções bioquímicas importantíssimas.

A principal reação que acontece é com a adrenalina. Ocorre um derrame de adrenalina na corrente sanguínea, motivado pela emoção que a música nos provoca. Seja ela contemplativa, tristonha, seja alegre. Isso se obtém de diversas maneiras na música. Todavia, a mais evidente é a do modo tonal. Maior ou Menor.

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